A cidade de Confins

A cidade de Confins

Centro Confins

Marco zero da cidade.

A cidade de Confins é uma das mais novas do estado de Minas Gerais, sua emancipação se deu por conta da Lei Estadual nº 12.030, de 21 de janeiro de 1995. Situado ao pé do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, Aeroporto Presidente Tancredo Neves, o município apresenta dados bastante satisfatórios. Cabe mencionar o IDH, aferido pelo IBGE no ano de 2010, de 0,747. Frise-se que cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador apresentam valores respectivamente 0,810, 0,799 e 0,754 (o índice do Brasil é de 0,755, medido em 2014). O elevado PIB per capita é dado que também merece destaque. Medido em 2013, o valor atingiu R$ 150.763,29, conforme informação fornecida pelo IBGE. Belo Horizonte, na mesma ocasião, apresentou o valor de R$ 32.844,41, para base de comparação. Esse produto coloca Confins na terceira posição no ranking mineiro e em 16º, no brasileiro. O elevado número do Produto Interno Bruto per capita alcança-se graças ao reduzido denominador, qual seja a pequena população que em 2016 está estimada em 6.545 habitantes.

alto Confins

Vista de cima de Confins – detalhe para o Aeroporto Internacional ao fundo.

A origem do nome é atribuída aos tropeiros que passavam pela região e lá repousavam. Confins, por estar situada nos limites das antigas fazendas que ocupavam as terras, era considerado um lugar distante.

Contudo nenhuma característica é tão emblemática quanto o estilo de vida de seu povo. Em uma zona urbana com nada mais que 42,35 km², dentro dos quais aproximadamente 140 pessoas dividem o mesmo quilômetro quadrado, é possível ver o tempo passar despretensiosamente sem tomar conhecimento do verdadeiro significado da palavra estresse. Viver em Confins é apreciar todas as benevolências que a simplicidade pode proporcionar, testemunhando acontecimentos que transitam do marasmo ao intenso, em que nada deixam de se comparar às maravilhosas histórias de Guimarães Rosa.

Fato interessante sobre a urbe, é que não há “confineses” natos visto que, por pequena, não existem hospitais maternidade no perímetro urbano. Dessa forma, pedro leopoldenses, belo horizontinos, lagoassantenses, entre outros compõem a população que se torna “confinense” de coração. Quer conhecer algum, passe de carro por suas ruas e logo os verá sentados nas portas das suas casas acolhendo o forasteiro com um olhar curioso. Ou ainda, procure nos botecos e praças e lá encontrará grupos de pessoas alegres e de bem com a vida.

Tópico obrigatório em qualquer narrativa sobre o munícipio, a arqueologia lançou o nome da cidade nos mais respeitados círculos de estudo sobre o tema. Nessa região foram encontrados fósseis que tentam revelar os mistérios dos povos antigos. Capitaneados pelo renomado paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund, os achados da região se tornaram célebres, sobretudo a partir da descoberta do “Homem de Lagoa Santa”. Peter Lund, após enxergar riquezas sob o solo que o povo contemporâneo insiste desconsiderar, mudou-se em definitivo para o Brasil em 1835. Nessa região, conhecida anteriormente como região de Lagoa Santa, o paleontólogo estudou mais de 200 grutas e descobriu algo em torno de 12 mil fósseis, tais quais preguiças de seis metros de cumprimento e tatus de um metro de altura.

É possível encontrar no museu de Copenhague, um crânio humano que ficou conhecido como “O Homem de Confins”, por ter sido encontrado na gruta de Confins.

Luzia

Molde do crânio de Luzia postado no Museu de História Natural de Washington – EUA.

Todavia, o mais eminente dos crânios encontrados na região foi sem dúvida aquele que ficou conhecido pelo nome de “Luzia”. Esse fóssil é um dos mais antigos restos mortais humanos já encontrado na América do Sul. Considerada até o presente a primeira brasileira, esse tesouro esbanja uma idade de aproximadamente 11.500 anos. As informações sobre sua descoberta nos levam a pensar que Luzia pode ter sido achada em uma área próxima ao Estacionamento Pátio Confins, visto que foi localizada a mais o menos 2 km da cabeceira norte do Aeroporto de Confins, numa localidade que veio a ser conhecida como Lapa Vermelha.

Luzia foi encontrada numa área onde não havia outros fósseis humanos, sua existência foi breve e seu final trágico. Calcula-se que ela possuía 20 anos quando morreu de algum acidente ou em função de ataques de animais.

1 Comentário

Ayres SantosPostado em3:08 pm - fev 4, 2018

Aproveito para externar minha satisfação com o serviço a que ne foi prestado.
Continuem assim.

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